O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso na manhã desta quarta-feira (4) pela Polícia Federal em São Paulo, na terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos, suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção e ameaça a testemunhas.
As ordens judiciais que motivaram a prisão foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela relatoria do caso na Corte. Além de Vorcaro, outro alvo é o empresário Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro, para quem também foi expedido mandado de prisão preventiva, mas que ainda não foi localizado pelas autoridades.
A ordem de prisão preventiva foi expedida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que passou a relatar o caso no mês passado após redistribuição dos inquéritos. Vorcaro já havia sido detido em novembro de 2025 em outra fase da operação, quando tentava deixar o país, e chegou a ser solto após prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.
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Nesta nova etapa, a PF cumpre quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais, com o apoio do Banco Central do Brasil. As investigações, segundo a corporação, apontam para crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos praticados por organização criminosa.
Além disso, foram determinadas medidas de sequestro e bloqueio de bens de até R$ 22 bilhões para interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo sob investigação e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas.
A Operação Compliance Zero foi iniciada em 2024 e se aprofundou após a liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central, medida que interrompeu as atividades da instituição em meio às suspeitas de irregularidades no sistema financeiro.
CPI sem obrigatoriedade
Após a prisão do banqueiro Vorcaro, o depoimento que ele tinha agendado no Senado Federal — na CPI do Crime Organizado — ficou sem obrigação de acontecer. Antes mesmo de ser detido pela Polícia Federal o ministroAndré Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que a presença dele na CPI seria facultativa, ou seja, ele pode escolher se comparece ou não à oitiva marcada no Senado, sem sanção por eventual ausência.