REINTERNADO NO ADALTO BOTELHO

Assassino que arrancou coração da tia é preso novamente por violência doméstica

Paula Valéria, FTN Brasil
· 1 min de leitura
Assassino que arrancou coração da tia é preso novamente por violência doméstica

Lumar Costa da Silva, que ficou conhecido nacionalmente após assassinar a própria tia com golpes de faca e arrancar o coração dela, voltou a ser preso na última sexta-feira (14) em São Paulo. Desta vez, ele é acusado de violência doméstica contra a companheira. A prisão ocorreu apenas cinco meses após ele ter deixado um hospital psiquiátrico em Mato Grosso, onde esteve internado pelo assassinato de Maria Zélia da Silva, de 55 anos, ocorrido em 2019.

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De acordo com o juiz Geraldo Fidelis, ao avaliar o novo episódio, classificou a situação como de “extrema gravidade”, enfatizando o histórico do preso e o risco à integridade de terceiros. Em decisão judicial, o magistrado determinou a revogação da desinternação e decretou novamente a prisão de Lumar, afirmando que há indícios de alteração em seu estado psíquico. 

Com a nova prisão, foi solicitado o recambiamento do acusado para Mato Grosso, onde a expectativa é que ele seja encaminhado ao Hospital Psiquiátrico Adauto Botelho.

Lumar havia sido considerado inimputável após exame de sanidade mental realizado em 2021, quando foi diagnosticado com transtorno afetivo bipolar tipo 1. Na ocasião, a Justiça entendeu que ele não tinha plena consciência do ato cometido no momento do crime. Em julho deste ano, com base em laudos multiprofissionais, foi liberado para viver com o pai na cidade de Campinas (SP) mediante condições específicas, que agora teriam sido descumpridas.

As condições determinavam que ele permanecesse na residência do curador, seu próprio pai, e seguisse rigorosamente o tratamento médico, incluindo o uso de medicamentos. No entanto, ele teria deixado a casa e se recusado a continuar o tratamento.

O crime contra Maria Zélia ocorreu em 2 de julho de 2019, dentro da casa da vítima, em Sorriso (MT). Lumar foi preso na madrugada seguinte e passou por diversos procedimentos judiciais e psiquiátricos até sua desinternação, que agora foi anulada.