FALA CONTROVERSA

Após repercussão de fala, Valmir Moretto afirma que vendeu empresa antes de mandato

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Após repercussão de fala, Valmir Moretto afirma que vendeu empresa antes de mandato

Após a divulgação de um vídeo gravado durante a assinatura da ordem de serviço em Pontes e Lacerda (MT), o deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos) virou alvo de polêmica por possível conflito de interesses. No registro, que viralizou nas redes sociais, o parlamentar é ouvido, sem perceber o microfone ligado, sugerindo que uma das empresas vencedoras de licitação seria “sua”. Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (18) Moretto negou ter qualquer vínculo com o negócio e afirmou que a declaração foi apenas um “vício de linguagem”.

Nas imagens o parlamentar aparece comemorando os resultados de processos licitatórios enquanto falava com o governador Mauro Mendes (União). Sem perceber que o microfone ainda estava ligado, Moretto disse: “Duas, a Agrimat e uma a minha” ao comentar as empresas vencedoras. Em seguida, afirmou em tom eufórico: “Tá autorizado!”.

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A cena ocorreu durante evento oficial que marcou a autorização de investimentos que incluem obras de infraestrutura e saúde na região. A fala despertou questionamentos imediatos sobre a participação de empresas ligadas a autoridades em contratos públicos, vetada pela legislação para evitar conflito de interesses.

Em resposta às críticas, Moretto declarou que a expressão foi apenas “vício de linguagem”, reflexo do fato de ter sido fundador de uma empresa no setor de construção civil antes de assumir o mandato em 2019. Segundo ele, sua participação no negócio foi encerrada em 2018, quando transferiu sua cota ao irmão, e ele não possui qualquer vínculo com a empresa atualmente.

“Eu participei dessa empresa desde o primeiro dia que ela existiu. Quando me elegi deputado estadual, em 2018, eu vendi a cota que me pertencia ao meu irmão, então deixei de ser dono da empresa desde 2018, mas ficou essa questão de ‘minha’”, disse o deputado.

O deputado também ressaltou que sua comemoração estava relacionada aos investimentos na região e não à vitória de qualquer empresa no certame licitatório.