CRISE E MUDANÇA DE RUMO

Após escândalo de propina, TRE autoriza saída de Chico 2000 do PL e MDB já articula filiação

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Após escândalo de propina, TRE autoriza saída de Chico 2000 do PL e MDB já articula filiação

O vereador Chico 2000 (Francisco Carlos Amorim Silveira) deixou oficialmente o Partido Liberal (PL) após decisão unânime do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). O desligamento, autorizado nesta segunda-feira (10), ocorre em meio à crise provocada pelas denúncias de propina e corrupção que atingiram o parlamentar e abalaram os bastidores políticos de Cuiabá.

A saída de Chico, que alegou “grave discriminação pessoal” dentro do PL, foi respaldada pelo Ministério Público Eleitoral e selada com anuência do presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto, e do estadual, Ananias Filho. O movimento abre caminho para uma provável filiação ao MDB, sigla que já fez convite oficial. “O TRE reconheceu a justa causa. O MDB está de portas abertas para recebê-lo”, afirmou o advogado e líder emedebista Francisco Faiad.

O rompimento acontece após o vereador ser citado na Operação Perfídia, que investiga o repasse de mais de R$ 150 mil em propina pela construtora HB20, responsável por obras na Avenida Contorno Leste. Segundo a denúncia, Chico e o vereador Sargento Joelson (PSB) teriam intermediado pagamentos ilegais para liberar dívidas da empresa com a Prefeitura. Gravações telefônicas obtidas pela Polícia Civil reforçam a suspeita de que ambos participaram das negociações para beneficiar a empreiteira.

Mesmo sob suspeita e afastado por quatro meses do cargo, Chico 2000 volta ao tabuleiro político buscando reconstruir sua imagem. A decisão judicial garante sua permanência no mandato e lhe devolve liberdade para escolher um novo rumo partidário. Nos bastidores, aliados afirmam que o MDB deve ser o novo destino, apostando na força da sigla para blindar o vereador e recolocá-lo em cena nas eleições de 2026.