VENDA DE SENTENÇAS

Advogada de MT reage e acusa PF e imprensa de distorcer fatos: "Repudio veementemente"

· 1 min de leitura
Advogada de MT reage e acusa PF e imprensa de distorcer fatos: "Repudio veementemente"

A advogada Mirian Ribeiro, de Mato Grosso, rompeu o silêncio nesta segunda-feira (11) e reagiu com firmeza às acusações que a ligam à Operação Sisamnes, investigação da Polícia Federal que apura um suposto esquema bilionário de corrupção e venda de sentenças no Judiciário. Em nota contundente, Mirian classificou as informações divulgadas pela PF e reproduzidas pela imprensa como “falsas, inverídicas e ofensivas”, afirmando que nunca participou de qualquer ato ilícito.

Casada com o lobista Andreson Oliveira Gonçalves, apontado pela PF como articulador do grupo e atualmente em prisão domiciliar, Mirian disse ser alvo de uma campanha de difamação alimentada por reportagens “carregadas de sensacionalismo e má-fé”. A advogada reagiu especialmente à matéria publicada pela Revista Piauí, que a descreveu como influente nos bastidores do Superior Tribunal de Justiça (STJ). “Repudio veementemente essas informações, que atentam contra minha honra e minha trajetória profissional, construída com ética e seriedade desde 2002”, declarou.

A Operação Sisamnes, deflagrada em 2024 após o assassinato do advogado Roberto Zampieri em Cuiabá, revelou mensagens entre magistrados e intermediários que indicariam a manipulação de decisões judiciais. O caso levou ao afastamento de desembargadores e servidores, e hoje alcança também gabinetes do STJ. Apesar disso, Mirian Ribeiro afirma que não responde a nenhum processo judicial e que seu nome foi citado sem base legal ou provas concretas.

Em tom de indignação, a advogada acusou a imprensa de ultrapassar os limites éticos e violar sua privacidade. “Fui retratada como vilã de uma investigação inconclusa, sem qualquer denúncia formal contra mim. Confio na Justiça e na verdade — e sei que a verdade virá à tona”, afirmou. A Operação Sisamnes segue sob sigilo, enquanto Mirian Ribeiro promete acionar judicialmente quem divulgou o que ela classifica como “mentiras para destruir reputações”.