Um episódio de violência escolar chamou atenção para um problema crescente: a influência das redes sociais e do crime organizado sobre jovens. Segundo o secretário de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso, César Roveri, um grupo de aproximadamente 20 adolescentes da Escola Estadual Carlos Hugueney, em Alto Araguaia (MT), teria reproduzido regras e métodos de agressão vistos em facções criminosas pela internet.
O caso veio à tona após a divulgação de um vídeo nas redes sociais, na onde uma aluna é brutalmente agredida por outras estudantes dentro da unidade escolar. Em depoimento, as menores infratoras admitiram que a ideia para o grupo e as agressões foi inspirada em conteúdos que assistiram online.
“Essas meninas, elas viram isso nas redes sociais e resolveram criar um grupo dentro dessa escola para fazer essas ações, para fazer essas agressões. Pelas declarações das meninas, elas pegaram isso nas redes sociais e resolveram replicar”, afirmou Roveri. Segundo ele, a vítima teria infringido uma dessas “normas” criadas pelo grupo, o que justificaria a agressão.
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O delegado responsável pelo caso, Marcos Paulo Batista de Oliveira, explicou que as regras do grupo são semelhantes às de facções criminosas, e que as agressoras confessaram ter espancado outras quatro colegas por descumprimento dessas normas.
As adolescentes envolvidas foram identificadas e levadas à delegacia acompanhadas pelos responsáveis. As menores cumprirão medidas socioeducativas e receberão atendimento psicológico e social. A vítima, por sua vez, está sendo acompanhada pela escola e pela família.
Roveri ressaltou que o acompanhamento das agressoras e das vítimas é essencial para a recuperação e reintegração, evitando a repetição desse tipo de violência.
“E essas menores internadas, claro, que receberão todo o atendimento também, porque são adolescentes em formação. Então, elas serão atendidas no nosso sócio educativo para cumprir essa internação e voltarem à normalidade. A vítima, com certeza, está sendo muito bem acompanhada, inclusive pela comunidade escolar. A própria família das agressoras também tem um acompanhamento”, disse o secretário.