MAX CAMPOS

A verdade nua e Crua do esporte em Mato Grosso

· 1 min de leitura
A verdade nua e Crua do esporte em Mato Grosso

Por Max campos

A Secretaria de Esporte de Mato Grosso, bem como o próprio Governo do Estado, parecem não reconhecer o fisiculturismo/bodybuilding como esporte.

Essa omissão não afeta apenas atletas de alto rendimento — ela atinge diretamente crianças e jovens em situação de vulnerabilidade, que deixam de ter no esporte uma alternativa real de disciplina, propósito e transformação social, tornando-se mais suscetíveis ao crime e ao abandono escolar.

O esporte sempre foi e continua sendo uma das ferramentas mais eficazes de inclusão social, prevenção à violência e formação de caráter. Ignorá-lo é fechar os olhos para um problema estrutural que cresce nas periferias.

-Essa realidade é duplamente triste para mim._

Primeiro, como servidor público, que há anos se dedica a servir a população, acreditando que políticas públicas bem aplicadas podem mudar vidas.

Segundo, como atleta, que escolheu um esporte de altíssimo nível de exigência física, mental e disciplinar, vivendo exclusivamente do próprio subsídio, sem qualquer tipo de emenda parlamentar, projeto de incentivo, bolsa, auxílio ou apoio institucional — absolutamente nada.

Enquanto isso, o que se vê são eventos e jogos meramente recreativos, onde poucas equipes participam, muitas vezes sem qualquer preparo físico adequado, consumindo recursos públicos sem gerar impacto social duradouro, sem formação esportiva contínua e sem legado real

Fica aqui um alerta sério e necessário:

Ignorar modalidades como o fisiculturismo não é apenas negligenciar atletas — é perder a chance de salvar trajetórias, formar cidadãos e usar o esporte como ferramenta concreta de transformação social.

Reconhecer, apoiar e estruturar o esporte não é gasto.

É investimento em saúde, educação, segurança e dignidade.

Max Campos