Por Max campos
A Secretaria de Esporte de Mato Grosso, bem como o próprio Governo do Estado, parecem não reconhecer o fisiculturismo/bodybuilding como esporte.
Essa omissão não afeta apenas atletas de alto rendimento — ela atinge diretamente crianças e jovens em situação de vulnerabilidade, que deixam de ter no esporte uma alternativa real de disciplina, propósito e transformação social, tornando-se mais suscetíveis ao crime e ao abandono escolar.
O esporte sempre foi e continua sendo uma das ferramentas mais eficazes de inclusão social, prevenção à violência e formação de caráter. Ignorá-lo é fechar os olhos para um problema estrutural que cresce nas periferias.
-Essa realidade é duplamente triste para mim._
Primeiro, como servidor público, que há anos se dedica a servir a população, acreditando que políticas públicas bem aplicadas podem mudar vidas.
Segundo, como atleta, que escolheu um esporte de altíssimo nível de exigência física, mental e disciplinar, vivendo exclusivamente do próprio subsídio, sem qualquer tipo de emenda parlamentar, projeto de incentivo, bolsa, auxílio ou apoio institucional — absolutamente nada.
Enquanto isso, o que se vê são eventos e jogos meramente recreativos, onde poucas equipes participam, muitas vezes sem qualquer preparo físico adequado, consumindo recursos públicos sem gerar impacto social duradouro, sem formação esportiva contínua e sem legado real
Fica aqui um alerta sério e necessário:
Ignorar modalidades como o fisiculturismo não é apenas negligenciar atletas — é perder a chance de salvar trajetórias, formar cidadãos e usar o esporte como ferramenta concreta de transformação social.
Reconhecer, apoiar e estruturar o esporte não é gasto.
É investimento em saúde, educação, segurança e dignidade.
Max Campos