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71% dos mato-grossenses desconfiam do TCE-MT; população nem sabe para que serve

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71% dos mato-grossenses desconfiam do TCE-MT; população nem sabe para que serve
Reprodução: Montagem/FTN Brasil

A nova pesquisa quantitativa realizada pelo empresa Percent Brasil Informações, entre os dias 1º e 6 de setembro de 2025, e divulgada nesta quarta-feira (17), apontou que o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) enfrenta um sério problema de desconhecimento de suas ações e serviços, assim dando pouca credibilidade para a instituição.

De acordo com o levantamento, 71% dos entrevistados disseram não confiar no Tribunal de Contas do estado, enquanto apenas 29% afirmaram confiar. O resultado reflete, principalmente, a falta de comunicação com a população sobre a importância do órgão, suas funções e controle e fiscalização de contas dos 142 municípios de Mato Grosso.

Divulgação: Percent Brasil

A grande maioria da população, principalmente de municípios mais distantes da capital, desconhece o que os conselheiros fazem, o que aumenta a sensação de distância entre o órgão e a sociedade.

A comunicação ineficaz diretamente na "ponta" para o cidadão, fazem com que muitos não saibam quais serviços e fiscalizações são realizados pela instituição.

Qual a função do TCE-MT?

O Tribunal de Contas é um órgão independente, que atua como auxiliar do Poder Legislativo, tendo como missão principal fiscalizar a aplicação dos recursos públicos. Cabe a ele verificar se os gastos realizados por gestores estaduais e municipais são legais, legítimos e eficientes. Em essência, o TCE trabalha para assegurar que cada real arrecadado em impostos seja utilizado de forma correta, transparente e em benefício da sociedade.

Também atua na prevenção de irregularidades, no combate à corrupção e na promoção da transparência, desempenhando papel fundamental para a boa gestão do dinheiro público e para o fortalecimento da democracia.

De forma resumida, suas principais funções são:

  • Fiscalização: acompanhar como União, Estados e Municípios aplicam o dinheiro público, verificando se os gastos são legais, legítimos e eficientes.
  • Controle externo: analisar as contas anuais dos governadores, prefeitos e presidentes de Câmaras Municipais, emitindo parecer prévio para que o Legislativo aprove ou rejeite.
  • Auditorias e inspeções: investigar contratos, obras públicas, licitações e serviços prestados à população.
  • Prevenção e combate à corrupção: identificar desperdícios, irregularidades ou desvios de recursos públicos.
  • Orientação: emitir recomendações e instruções para gestores públicos, ajudando na correta aplicação do dinheiro.
  • Promoção da transparência: tornar públicas as informações sobre gastos, receitas e uso dos recursos do Estado e dos municípios.

A pesquisa foi realizada entre os dias 01 e 06 de setembro de 2025, utilizando a metodologia quantitativa. Foram aplicadas 1.200 entrevistas pessoais por telefone.

Dos 1.200 participantes, 48,3% eram homens e 51,7% eram mulheres. Em relação à idade, 13,4% tinham entre 16 a 24 anos, 20,8% estavam na faixa de 25 a 34 anos, 22,4% tinham entre 35 a 44 anos, 25,3% estavam na faixa de 45 a 59 anos e 18,0% tinham 60 anos ou mais. 

A margem de erro é de 2,83% para mais ou para menos e o intervalo de confiança é de 95%. Apenas 11% dos entrevistados revelaram não confiar na instituição.